sábado, 19 de outubro de 2013

Síntese Biográfica do Autor

Abro este blog, com a presente mensagem e denúncia, conclamando os colegas dos corpos de Bombeiros Militares, especialmente os do Rio de Janeiro e Policiais Militares para nossa luta:
-Melhores salários;
-Melhores condições de trabalho;
-O direito de nos defendermos contra agressões injustas por fatos relacionados a nossa atividade de trabalho;
-Assistência social e o respeito a que temos direito por parte das autoridades administrativas e de saúde para nós e para nossos familiares;
-O respeito a que temos direito de nosso superiores hierárquicos e de todos aqueles que nos prestam serviços;
Convido todos os colegas a postarem suas reclamações tais como:
- Desrespeitos de superiores hierárquicos que agem ao alvedrio do regulamento disciplinar militar;
- O desrespeito e maus tratos por partes de médicos e outros que devem zelar pelo nosso bem estar;
- Que tenham sido prejudicado de qualquer forma por quem quer que seja;
- Coloco me com o pouco que sou a serviço dos meus colegas BMs e PMs de todo o Brasil. Tenho 70 anos de idade, sou 2º Tn. BMRJ, lutei toda minha vida pela descencia, construí minha vida dentro da honestidade, da disciplina, do estudo sempre visando o bem estar geral, especialmente dos meus diretos colegas, vejam o meu Curriculum Vitae e a minha luta:
1- Filho de lavrador (analfabeto, miserável, migrantes do nordeste para o estado de São Paulo, onde se construíram com muita dificuldade as suas vidas e criaram dez filhos, nove semi-analfabeto, apenas eu consegui, a duras penas cursar três faculdades, pagando do meu próprio bolso todos os meus estudos e materiais, o que eu faço até o dia de hoje).
2- No CBRJ, onde construí toda minha cultura, eis que entrei para essa corporação aos vinte anos de idade, fui perseguido, maltratado, escorraçado, agredido fisicamente em moralmente, internado em clínica psiquiátrica sem ser doente mental, tudo por perseguição e maldade de oficiais que não aceitavam que um praça cursasse uma faculdade, e 1972 eu era o único praça que cursava uma faculdade, letras: português e inglês na faculdade Mario Henriquem Simonsem, depois na Universidade Gama Filho, naquela época quase todos os oficiais oriundos da academia eram matriculados automaticamente nas faculdades do Rio de Janeiro, de modo que muito sofri com pireras, "gozações, piadinhas de oficiais" quando eu ia pedir uma saída para fazer uma prova na faculdade, por exemplo: "certa vez um capitão, ao ouvir o meu pedido riu e comentou com seu colega 'ele ta fazendo faculdade de letras ocultas e ciências apagadas', outra vez o Capitão Rickman ofendeu-me chamando-me de filha da puta e ameaçando me de agressão física, não reagi porque ele era subordinado militarmente e sabia que os seus colegas oficiais jamais iriam dar-me razão". Esta não foi a única vez, outra ocasião ou então Major Arigan, que era do serviço secreto (B2) mandou um choque a minha residencia, em Jacarepagua onde eu morava, que tentando me prender e não o conseguindo, eis que corri deitei-me no capim e colei meu corpo com o terreno, tática que aprendi no corpo de Fuzileiros Navais, então eles saíram muito humilhados voltando as duas horas da madrugada, invadiram meu quarto onde eu dormia com minha mulher, me prenderam, me algemaram na carroceria de um caminhão onde eu recebia chuva e vento no rosto a seguir ja no quartel de Campinho, agrediram-me, chutaram meu rosto ficando com o mesmo todo marcado e em petição de miséria com a roupa toda rasgada, a seguir me encaminharam para o hospital da corporação, onde um bandido de um médico aplicou uma injeção sendo que fui acordar no Hospital Federal do Engenho de Dentro todo amarrado e conduzido para enfermaria de indigentes, assim agiram porque eu havia comprado um automóvel de uma empresa legalizada no estado, mas que tal automóvel era roubado e ao estar em meu poder foi aprendido pela policia, então procurei um advogado de nome Aridio, que era amigo dos oficiais da corporação e que tinha contrato com os bombeiros em promover as suas defesas em juízo ou administrativamente, e que recebia na boca do caixa da Corporação salvo engano, a quantia de vinte mil cruzeiros por mes, naquela época, tal quantia dava para comprar dois Volkswagen. o Dr. Aridio nada fez em meu beneficio, e eu nao entendia nada de lei civil, o banco e a empresa vendedora do automóvel exigiram um pagamento recusei a pagar, por tal motivo fui tratado desta maneira, eis que o advogado do banco era amigo do corenel Altair Alves Pinheiro, chefe do Estado Maior do CB. Ao ser conduzido para enfermaria de indigentes, observando aqueles internados, me chamando de meu pai, todos dopados por medicamentos, alguns sujos de fezes e urina, fiquei muito preocupado com a minha existência, procurei o enfermeiro e relatei que não era indigente, era bombeiro militar casado, com residencia em Jacarepagua, o enfermeiro riu e ameaçou com uma injeção, levei a mão a cabeça e em seguida levei a mão ao bolso da calça jeans e ali encontrei minha carteira de identidade do corpo de bombeiros, tirei e mostrei ao enfermeiro, que em seguida pegando meu telefone chamou minha mulher e ela veio em meu socorro. Ao sair do hospital, procurei um amigo comum, advogado e general reformado do exercito de nome Alcino Lopes, que ao ver meu estado, muito se condoeu e lamentou o ocorrido. Ele fez uma reclamação ao Comandante do CB, Cel. Antonio Evaristo Brandão Siqueira, que convocou o coroneu Altair e mandaram abrir uma sindicância para apurar os fatos, mas que ao final em nada resultou.
Apos os fatos acima fui reformado, podendo prover meio de subsistência lutando contra o CB durante trinta e dois anos, pois as provas de que eu havia sofrido um acidente em serviços foram escamotadas pela administração do CB na justiça militar do Rio de Janeiro, então eu agora formado em direito acionei o judiciário, encontrando uma Juíza muito sensível, que exigiu do auditor militar a entrega do IPM onde constava o meu infortúnio laboral.

Estas é a síntese bem resumida do que aconteceu comigo no Corpo de Bombeiro Militar do Estado do Rio de Janeiro, neste momento resolvi, em virtude de saber do sofrimento que muitos colegas meus passam, de na qualidade de cidadão brasileiro tentar fazer alguma coisa para preservar a dignidade nossa e de nossos familiares!

Salva Vidas Civis contratados pelas Prefeituras
 nas praias de Santa Catarina
 e que não deixam nada a desejar para os Bombeiros Militares,
apesar de por eles serem treinados 
Este é o exemplo da operacionalidade e
capacidade dos bombeiros civis.





Assim como muitas personalidades importantes que tenham aparecido no cenário nacional e que ocupam os mais elevados cargos do poder público, eu também preparei-me a duras penas, mas nada consegui que se possa comparar com tais personalidades. Embora algumas destas não tivessem se esmerado intelectualmente e em honra daqueles aos quais o povo lhes confiou o poder, à exceção dos DD. Ministros que honram o Supremo Tribunal Federal. Nada tenho contra tais personalidades, mas o fato de ser cidadão brasileiro confere o direito a qualquer um para criticá-los.

HINO DO SOLDADO DO FOGO PELA BANDANA SIFÔNICA
 DO cORPO DE bOMBEIROS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
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